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Publicado: 16/11/2017

Cooperativas estão ajudando refugiados a construírem uma vida melhor

A situação dos refugiados não é das melhores. A ONU considera a atual momento no grande número de refugiados como a maior crise humanitária do século. Em 2015, o número de pessoas que fugiram de seus países de origem por causa de guerras e perseguições políticas foi de 65,3 milhões.

E nesse cenário, as cooperativas se tornam ferramentas importantes para a inclusão dessas pessoas nos países que o acolheram. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que as cooperativas proporcionam serviços e bens, como os cuidados e a habitação, que são importantes para os refugiados e que não estão disponíveis facilmente através de outras empresas.

Para o assessor da União Cooperativa Nacional na Turquia, destacou que as comunidades locais eram os atores mais importantes na integração dos refugiados, da qual as cooperativas fazem parte. Elas podem ajudar a reduzir as tensões entre as comunidades locais e proporcionar emprego aos refugiados.

Na Alemanha, um dos países europeu que recebeu um grande número de refugiados, o cooperativismo tem contribuído para a integração dos refugiados. Guido Schwarzendal, diretor da Bauverein Halle & Leuna, uma cooperativa de habitação alemã, disse que 1,4% de seus inquilinos são de refugiados e o estado cobriu o aluguel deles. A cooperativa também está trabalhando para promover a integração entre os membros, moderando grupos de discussões entre vizinhos e publicando folhetos com informação sobre como viver juntos.

Além dos estudos que foram apresentados, o estudo da OIT inclui exemplos de 27 cooperativas envolvidas na resposta às necessidades dos refugiados.

O potencial do cooperativismo em ajudar refugiados foi discutido na Conferência Mundial da Aliança Internacional, na Malásia.


Fonte: Portal EasyCOOP com ACI Américas